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Cris
brandini cria body art combinando vídeo, fotografia
e artes plásticas.
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| O
trabalho de performance lida com a reflexão
sobre as "tatuagens internas" do corpo produzidas
pela cultura. |
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"O
corpo,se não chegar a se vingar,
aspira ao menos escapar a sujeição do
discurso, que é um prolongamento de sua sujeição
ao olho. |
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| Não
somos e nunca fomos criaturas falantes ou visuais:
nós somos criaturas de carne e sangue. |
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Tampouco
somos alvos para tiros,
que é ao que menos nos reduz o discurso da
propaganda de massa e publicidade...
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Que
a performance e a body art devem mostrar não
o homo sapiens
-que é como nos intitulamos do alto de nosso
orgulho -e sim o homo vulnerabilis, essa pobre e exposta
criatura, cujo corpo sofre o duplo trauma do nascimento
e da morte,
algo que pretende ignorar a ordem social, ersatz da
ordem biológica" |
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